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Com o fim do auxílio emergencial muitas famílias brasileiras estão passando por momentos muito difíceis. O desemprego ainda é alto e muitas pessoas estão sem nenhuma renda desde o início da pandemia.

O Auxílio terminou em dezembro e não havia projeção para que o mesmo voltasse. Mas, após muita pressão, o presidente Jair Bolsonaro declarou hoje, 11, que o mesmo pode voltar em março.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse que a ideia é atender à metade dos 64 milhões de beneficiários que receberam no ano passado. Nem o presidente nem o ministro disseram como vão ser os critérios de seleção.

Mais cedo, durante evento de entrega de títulos de propriedade rural, Bolsonaro já havia sinalizado que o governo estuda conceder novas parcelas do auxílio emergencial “por alguns meses”.

Na conversa com jornalistas após a cerimônia, repetiu que o auxílio custa “caro” para o País. “Eterno é aposentadoria, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), tá? E é uma questão emergencial, porque custa caro para o Brasil”, disse.

Ainda não está confirmado, mas acredita-se que o valor do auxílio possa ser de R$ 200,00.

CESTA BÁSICA

O preço da cesta básica aumentou em janeiro em 13 das 17 capitais brasileiras que são analisadas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A maior alta foi registrada em Florianópolis (5,82%), seguida por Belo Horizonte (4,17%) e Vitória (4,05%). Por outro lado, ela apresentou queda em quatro capitais nordestinas: Natal (-0,94%), João Pessoa (-0,70%), Aracaju (-0,51%) e Fortaleza (-0,37%).

A capital que teve a cesta básica mais cara do país, no mês de janeiro, foi São Paulo. O custo médio dos produtos que compõem a cesta básica, na capital paulista, foi estimado em R$ 654,15, alta de 3,59% na comparação com dezembro do ano passado. Em 12 meses, o valor do conjunto de alimentos subiu 26,40% em São Paulo.

Com base no preço da cesta básica de São Paulo, a mais cara observada pela pesquisa, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 5.495,52, o que corresponde a 5 vezes o valor do salário mínimo já reajustado, de R$ 1.100, 00.

Em 11 das 17 capitais analisadas pela pesquisa, a cesta básica custa mais da metade do salário mínimo atual. As exceções são Belém, Salvador, Recife, João Pessoa, Natal e Aracaju.

Com o valor da cesta básica lá nas alturas, o que o trabalhador desempregado vai conseguir fazer com R$ 200,00? Segundo o presidente Jair Bolsonaro em conversa com jornalistas após a cerimônia hoje em Manaus, o auxílio custa “caro” para o País.

O auxílio custa caro, mas com certeza não deve custar mais caro do que os salários e gastos mensais com auxílio gravata, auxílio gasolina, auxílio moradia, auxílio alimentício entre outros auxílios mais que deputados, senadores, prefeitos, vereadores, assessores e outros mais recebem. Valores estes vindos dos cofres públicos do país, dinheiro esse de impostos pagos por nós brasileiros.

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