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RIO – Um dos serviços prestados pelos funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) é a poda e derrubada de árvores com risco de queda. A madeira dessas árvores, até o ano passado, era descartada em depósitos de lixo. Agora, ela é revertida em mobiliário urbano para uso dos cariocas.
Essa mudança foi possibilitada pelo projeto Reinvente, criado em novembro de 2017. A proposta é simples: ao invés de descartar madeiras em boas condições, esse material é encaminhado para a oficina da Comlurb, onde uma equipe de funcionários trabalha diariamente para transformá-lo em bancos, mesas, balanços e várias outras peças que são levadas para praças e outros locais públicos.

Quando a equipe da Comlurb chega ao local onde vai haver a poda ou derrubada de árvores, ela é sempre acompanhada por um engenheiro florestal ou agrônomo, que assina o laudo para a execução do serviço. Os cortes já são planejados de acordo com os móveis que serão produzidos.

“Cada tipo de madeira tem uma utilidade específica. O eucalipto, por exemplo, é excelente para produção de mobiliário para praças”, complementa Celso Junior, engenheiro florestal da Comlurb.
Produção 
Toda a madeira retirada nas ruas em boas condições de uso é encaminhada para a oficina da Comlurb, em Bangu. Lá, um grupo de seis funcionários, liderados por Marcos Barcelos, se dedica a produzir e pensar em novos modelos de mobília para as praças da cidade.
“Na rua, a gente faz o corte de acordo com o uso que será feito da madeira. Quando chegamos na oficina, fazemos outra análise da madeira para selecionar o melhor material”, explica Marcos Barcelos, responsável pela oficina.
O ritmo de produção na oficina é ditado pela demanda da Comlurb. Quando é preciso revitalizar uma praça, a equipe recebe um pedido com a quantidade exata de móveis que devem ser entregues, e o prazo. Para diminuir os custos, as peças são produzidas sem parafusos ou pregos: tudo é colado e encaixado milimetricamente, para garantir a qualidade do produto final.
Outra preocupação do time da oficina da Comlurb é a segurança dos cidadãos que vão utilizar esses bancos e mesas. A madeira é lixada com muito cuidado, para retirar todas as farpas, e ainda recebe verniz e inseticida, para evitar a infestação de cupins.

“Sabemos que crianças vão utilizar esse mobiliário, então tomamos muito cuidado com as farpas. Também fazemos os bancos com um tamanho que facilite o uso tanto por crianças quanto por idosos”, conta Barcelos.

Praça renovada na Taquara

A Comlurb irá entregar à população da Taquara neste sábado (7/4), com festa das 10h às 17h, a Praça Cândido da Silva Mendes totalmente revitalizada, na Rua Alberto Soares Silva Mendes. O evento será animado pelo Gari Sorriso, o Grupo Chegando de Surpresa e a Caravana da Alegria, cortejo de palhaços da iniciativa social “JPA, Eu Te Amo!” que percorrerá, a partir das 10h30, o trecho da Praça Sentinela até a Praça Cândido da Silva Mendes levando ações de cidadania, arte e cultura.
Os palhaços irão promover oficinas de reciclagem artística de resíduos, de brinquedos, de circo e de compostagem orgânica, além de catar lixo e distribuir sacos e luvas para estimular a participação da população no cortejo. A Praça Cândido da Silva Mendes foi revitalizada por meio do Programa Rio Novo Olhar, uma ação coordenada pela Comlurb integrando outros órgãos da Prefeitura (Fundação Parques e Jardins, a Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente – Seconserma e a Rioluz) e a iniciativa privada com o objetivo de recuperar praças e áreas de lazer da cidade.
Dessa vez, a revitalização contou com a parceria da iniciativa social “JPA, Eu Te Amo!”. A Praça passou por capina, roça, limpeza de todo lixo e entulho do local, poda, colocação de base para rede de vôlei, caminhos de bolachas, pintura dos brinquedos das praças, implantação de placas de conscientização e reparos no alambrado.
O local também recebeu intervenções do programa Reinvente, que teve seu projeto-piloto lançado no dia 21 de dezembro no jardim da sede da Comlurb, na Tijuca. Essa será a primeira intervenção externa do programa.
“A gente está nas fases iniciais do projeto, mas a ideia é levar para a cidade toda, para todos os espaços públicos”, afirma Jussara Macedo, coordenadora de projetos da Comlurb.
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