Nos ajude a espalhar essa matéria entre seus amigos e grupos em que você participa.

No começo do ano de 2017, chegou à Netflix Brasil uma das séries mais polêmicas de 2016. Uma série produzida por ninguém menos que Oprah Winfrey e que coloca Deus e a religião no centro de tudo, que nem sempre os membros ou seguidores sabem o que ocorre nos bastidores. A série aborda temas que geralmente causam polêmica e discórdia dentro do seguimento religioso protestante (evangélico), como a racismo, pedofilia, traição, divórcio homossexualidade. Porém, além da temática realista, o filme segue uma história que retrata bem de perto o que ocorreu com várias igrejas no próprio Estado Unidos, igrejas evangélicas envolvidas em escândalos e corrupção.  

Greenleaf conta com um enredo diferente de tudo o que você já viu em seriados famosos. Não é baseado em fatos reais, mas também não retrata um mundo de fantasia. A trama consegue mostrar parcela importante de uma Igreja Evangélica. Cercada por polêmicas quando foi lançada nos Estados Unidos, a produção tem uma das maiores audiências do canal da estrela Oprah Winfrey, produtora-executiva que também atua na série. E os 13 episódios da primeira temporada revelam uma história cheia de elementos interessantes, com os bastidores de corrupção, disputa pelo poder e traição.

Antes de mais explicações, é importante deixar claro que Greenleaf evidencia um problema que algumas igrejas PODEM ter, mas isso não quer dizer que todas são assim! Não existe generalização e sim a exemplificação do que acontece em DETERMINADAS instituições. Por isso, se você é cristão evangélico é bom que deixe a religiosidade de lado antes assistir à série e de ler esse texto.

E é por isso que hoje, assim que terminar de ler esse texto, quero que você corra para a Netflix e assista a série Greenleaf, ela é real demais e boa demais para ser ignorada. A série quebrou  recordes de audiência dentro da OWN.

ENTENDA A SÉRIE

O patriarca e a matriarca da família Greenleaf, James (Keith David) e Lady Mae (Lynn Whitfield), comandam uma das maiores Igrejas Evangélicas da cidade de Memphis, a Calvary (Calvário), que de acordo com a Bíblia é o local onde Jesus foi crucificado. Os Greenleaf  são considerados o padrão de excelência da sua comunidade e exercem uma enorme influência sobre os membros (majoritariamente negros) de sua congregação. Adeptos da Teologia da Prosperidade, suas vidas viram do avesso com o mistério da morte de sua filha Faith e o retorno da ex-pastora Grace (Merle Dandridge) ao seio familiar depois de 20 anos afastada, com o intuito de investigar os motivos do falecimento da irmã.

A volta de Grace para Memphis é o que sacode toda a estrutura do local. Aos poucos, são revelados os motivos dela ter ido embora há duas décadas e como isso está intimamente ligado ao suicídio de Faith. Além das duas filhas, os Greenleaf tem uma caçula aparentemente muito bem casada e um único filho homem, que vive problemas em seu matrimônio, o marido luta contra sua homossexualidade escondida de todos.  Todos eles moram na mesma luxuosa mansão.

Aliás, tudo o que envolve a família é luxuoso: além da residência, as salas pastorais, as roupas e o próprio lugar do culto são suntuosos. Tudo isso é fruto da força e influência que a Igreja Calvary exerce sobre os seguidores os membros do conselho da própria igreja, a comunidade e a política, tanto é que o poder público recorre à instituição quando precisa “livrar a barra” de um policial que matou um menor de idade durante uma operação.

O Bispo James tem como seu braço direito o cunhado Robert ‘Mac‘ McCready (Gregory Alan Williams). É ele quem cuida das contas e das relações que os Greenleaf mantém com os Poderes Executivo e Legislativo, que ameaçam iniciar uma investigação para descobrir qual o destino dos dízimos e doações. A trama mostra como esse jogo de interesses funciona internamente. Mas quem dera esses fossem os únicos problemas do clã. Dentro de casa, eles convivem com questões controversas para o meio evangélico: traição, abusos sexuais, pedofilia, divórcio, homossexualidade, crises de meia idade e outros elementos entram em cena pra abalar a estrutura de uma família que precisa parecer perfeita.

Na luta para fazer justiça por sua irmã, Gigi descobre que Mac costuma abusar de meninas que vão à Calvary. E quando estas meninas denunciam, ‘Mac‘ McCready (Gregory Alan Williams), seu tio consegue camuflar do resto dos Greenleaf para conseguir que silenciem as vítimas e a polícia com dinheiro, afinal eles são uma família poderosa, influente e cristã, que não pode ter a reputação manchada por um escândalo como esse. Mas depois do que aconteceu com a sua irmã, Grace está decidida a não deixar que o mesmo se repita então ela vai atrás de tudo que possa provar que o seu tio vem abusando de várias meninas da congregação.

Além desses temas mais densos, Greenleaf também aborda os jogos de poder dentro da família; o bispo James tem clara predileção entre os seus filhos e então, fazem sermões, ajudam a administrar a Calvary, enquanto os outros devem ficar nos bastidores.

Porém, em uma família que está acostumada com o poder, é claro que os Greenleaf não aceitam tudo isso calados. Existe uma competição entre eles, liderada por Charity que tenta sair da sombra de seus irmãos mais velhos, no entanto Gigi que sempre teve o carinho, o respeito do pai, se tornou a predileta para trazer os sermões dominicais. Já Jacob que é o preferido da mãe, acaba sendo desprezado pelo pai e se distância do ministério pastoral da Calvary.

Os Greenleaf em uma das cenas reunidos fazendo suas orações antes da refeição – (Foto: Divulgação/Internet)

A série possuí 5 temporadas e cada uma fica mais eletrizante do que a outra. Uma temática muito importante abordada em Greenleaf durante as temporadas é o que os nossos conceitos, atos, atitudes e ações, podem trazer como conseqüências absurdas, nos levando a pagar um alto preço, inclusive levando outros a também pagarem chegando próximo a ruína e a destruição de tudo, inclusive da família. Porém não é só de ambição, escândalos, mentiras e corrupção vivem os Greenleaf, a partir da 4ª temporada, a história muda, fazendo com que os patriarcas da família percebam que em tudo que estão envolvidos, seja com a família ou com a igreja, está sendo pautado por mentiras e pecados, fazendo com eles se acheguem a Deus e através de Jesus Cristo eles possam se arrepender de tudo, confessam seus erros deixando no final de 5 temporadas uma lição de vida extraordinária para quem assiste a série.

Nesse cenário, a produção construiu uma narrativa extremamente atraente, capaz de prender o espectador do primeiro ao último episódio – deixando um gostinho pra as demais temporadas. O elenco é majoritariamente negro, seus produtores-executivos são negros e ela é exibida no canal cuja dona é uma mulher negra. Cada episódio novo dessa série é um motivo para ser comemorado, e o fato dela ter chegada a 5ª temporada — com tantos elogios do público e da crítica, nos deixa muito feliz e esperançosos por uma 6ª temporada já descartada pela produção. A narrativa é maravilhosa, o visual é lindo, as atuações são incríveis e se você ainda não abriu a Netflix pra conferir, corra agora!

Parte do elenco de Greenleaf – Foto: Divulgação/Internet

O drama tem um elenco de respeito, com os vencedores do Emmy Keith David e Lynn Whitfield, além de Merle Dandridge e da própria Oprah Winfrey, que interpreta a irmã “rebelde” da matriarca. A atração ganhou status após ser lançada no Festival de Cinema de Tribeca.

As 5 temporadas de Greenleaf estão disponíveis na Netflix. Você não pode perder!

Este link te direciona direto ao seriado na Netflix – https://www.netflix.com/watch/80141067?trackId=200257859

Nos ajude a espalhar essa matéria entre seus amigos e grupos em que você participa.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Comentários no Facebook