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Depois de se desculpar com a nora do presidente Jair Bolsonaro, Heloísa Bolsonaro, os envolvidos na reportagem publicada na última edição da Revista Época deixaram a mesma. Não se sabe ainda se a decisão teria partido do Grupo Globo ou se os próprios jornalistas pediram demissão.
A reportagem causou grande pressão do parlamentar que chegou a dizer que processaria o repórter João Paulo Saconi, autor da reportagem, o editor Plínio Fraga e a diretora de redação Daniela Pinheiro. Sem se identificar, um repórter da revista passou por cinco sessões online com a psicóloga e gravou todas as sessões sem o conhecimento dela. O material foi usado como base para a edição da reportagem que falava sobre a orientação profissional de Heloisa Wolf Bolsonaro. O Conselho Editorial do Grupo Globo publicou a seguinte nota:

“Como toda atividade humana, o jornalismo não é imune a erros. Os controles existem, são eficientes na maior parte das vezes, mas há casos em que uma sucessão de eventos na cadeia que vai da pauta à publicação de uma reportagem produz um equívoco.”

Foi o que aconteceu com a reportagem “O coaching on-line de Heloisa Bolsonaro: as lições que podem ajudar Eduardo a ser embaixador”, publicada na última sexta-feira. ÉPOCA se norteia pelos Princípios Editoriais do Grupo Globo, de conhecimento dos leitores e de suas fontes desde 2011. Mas, ao decidir publicar a reportagem, a revista errou, sem dolo, na interpretação de uma série deles.

Na seção II, item 2, letra “h”, está dito: “A privacidade das pessoas será respeitada, especialmente em seu lar e em seu lugar de trabalho. A menos que esteja agindo contra a lei, ninguém será obrigado a participar de reportagens”. A letra “i” da mesma seção abre a seguinte exceção: “Pessoas públicas – celebridades, artistas, políticos, autoridades religiosas, servidores públicos em cargos de direção, atletas e líderes empresariais, entre outros – por definição abdicam em larga medida de seu direito à privacidade. Além disso, aspectos de suas vidas privadas podem ser relevantes para o julgamento de suas vidas públicas e para a definição de suas personalidades e estilos de vida e, por isso, merecem atenção. Cada caso é um caso, e a decisão a respeito, como sempre, deve ser tomada após reflexão, de preferência que envolva o maior número possível de pessoas”.

A revista cometeu um grave erro ao tornar Heloisa Bolsonaro uma pessoa pública ao participar do seu coaching online. A nora de Jair Bolsonaro leva uma vida discreta, não participa de atividades públicas e se dedica a sua profissão de acordo com a lei e de maneira nenhuma poderia ter sido considerada uma pessoa pública. Foi um erro de interpretação que só com a repercussão negativa da reportagem se tornou evidente para a revista.

Outro episódio envolvendo os profissionais de jornalismo do Grupo Globo, aconteceu no dia 7 de setembro onde um jornalista xingou um menino após desfilar com Bolsonaro o chamando de “imbecil”. A TV Globo considera que, por mais que o comentário fosse feito em nome do profissional, ele feriria a política da emissora de uso das redes sociais . Segundo a jornalista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, o profissional que causou um grande constrangimento não só ao menino, mas a todos que repudiam este ato, principalmente envolvendo uma criança, foi demitido.

Jornalista demitido depois de chamar uma criança de imbecil  no último dia 7 de setembro
Jornalista demitido depois de chamar uma criança de imbecil no último dia 7 de setembro – (Foto: Divulgação)
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