Hospital Infantil de Queimados reduz atendimento por um dia e deixa população apreensiva

Mudança de contrato foi o motivo da redução no atendimento que deixou muitas mães preocupadas por não consegui atendimento

Faxada do Hospital Infantil 21 de Julho no Município de Queimados, na Baixada Fluminense - Foto: Ferreira Netto
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BAIXADA FLUMINENSE – A saúde no Rio tem sido alvo de muitas denúncias nos últimos dias devido a falta de atendimento e quando o paciente é uma criança a situação se torna  ainda mais complicada. No último dia 27 deste mês, o Hospital Infantil do Município de Queimados, na Baixada Fluminense, emitiu uma nota com o seguinte aviso: “devido a questões de renovação contratual, junto a prefeitura Municipal de Queimados, a partir desta data 27/08/2018, estaremos restringindo os atendimentos somente para os casos de emergência. Os demais devem procurar a Unidade de Pronto Atendimento do município (UPA)”.  Por causa do aviso que estava na portaria na Unidade Hospitalar Pediátrica, gerou  uma enorme preocupação em mães que procuraram a Unidade no dia (27), algumas delas aborrecidas com o fato, por ter no dia não conseguido atendimento,  tomaram uma atitude mediante o fato:  Postaram a foto do aviso em que estava no Hospital em algumas Redes Sociais e grupos de moradores. Não faltou criticas e xingamentos nas Redes Sociais, moradores enfurecidos começaram a criticar a administração publica do município, causando desconforto e debates, pois com toda a crise que vem atravessando a saúde do Estado, muitos moradores da região vem peregrinando para conseguir atendimento médico para seus familiares.

Para entender melhor o que estava sendo alvo de muitas especulações, o Portal Folha Kariocas esteve no hospital  para conversar com a Administração e esclarecer o ocorrido, onde fomos bem recebidos e conseguimos entrevistar a responsável pela administração da unidade.

F.K.: Por que o atendimento foi paralisado no hospital para a população, tendo em vista que este é o único hospital do município para crianças?

Marcela: Em nenhum momento houve paralisação do atendimento, o que houve foi uma restrição por dificuldades da unidade no que se trata de documentação. Nosso contrato venceu em junho e todo ano fazemos a renovação, mas como se trata de um contrato com um órgão público, neste caso a Prefeitura, são exigidos uma série de documentações para que possamos a estar aptos à prestar o serviço para o município e na ocasião tivemos um problema com uma certidão negativa tributária  nossa e não foi possível que a prefeitura nos tornasse aptos a sermos contratados por conta dessa certidão.

F.K.: O hospital é uma unidade pública ou privada?

Marcela: O hospital possui um contrato de prestação de serviços com o SUS, somos um hospital privado porém conveniado ao Sistema Único de saúde, e quem faz o contrato é a Prefeitura da cidade de Queimados.

F.K.: Qual foi o posicionamento da prefeitura quanto  à questão?

Marcela: Por não ter podido nos contratar, por causa da documentação,  a prefeitura precisou fazer um outro chamamento público para apresentar toda a documentação novamente, que nada mais é que uma licitação, e isto é uma questão mais burocrática dentro da prefeitura ou de outros órgãos da mesma pois ele precisa ser lançado, publicado, em fim, é uma série de questões administrativas dentro da gestão pública que precisam ser seguidas. A questão da dificuldade documentária do hospital, hoje, não possui, de modo algum, nenhuma culpabilidade da prefeitura e no período em que o hospital ficou impossibilitado de fazer o atendimento pelo sistema Único de Saúde, SUS, a documentação foi juntada.

F.K.: Como está, hoje, o processo de regularização?

Marcela: Ainda está em trâmite o processo de regularização da documentação, o chamamento público foi divulgado e logo em seguida entregamos toda a documentação. O hospital continua atendendo normalmente a  demanda espontânea que é o nosso atendimento, mesmo ainda em transição documentária.

F.K.: A unidade enfrenta algum problema relacionado a repasse financeiro?

Marcela: Nunca tivemos nenhum problema com o município no que se trata a este assunto, o repasse é municipal e não estadual, por ser gestão plena o município gerencia as verbas do governo federal, ou seja, vem do SUS e gerenciado pela prefeitura que nos é repassado de acordo com bloco de financiamento de cada serviço que prestamos, no nosso caso o de média complexidade.

Considerações finais: E o que ocorreu foi exatamente isto, se tivéssemos com toda documentação completa para renovação de contrato, teria sido feito tudo em tempo hábil para que não ocorresse todo este transtorno e viesse gerar preocupação na  população.

Se você também tiver com alguma demanda ou denúncia relacionada a saúde, envie para o nosso Whatsapp:  (21) 99665-4456 ou envie para nosso e-mail: folhakariocasrj@gmail.com

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