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Em muitos casos, a insuficiência renal é uma doença cujos sintomas demoram a aparecer. Considerada grave, ela pode acometer inclusive crianças e adolescentes e afetar seu desenvolvimento. A insuficiência renal crônica é caracterizada pela perda gradual e irreversível da função dos rins, que são os órgãos responsáveis por filtrar o sangue, eliminando as substâncias que são nocivas ao organismo, como amônia, ureia e ácido úrico. Um dos grandes vilões da doença é a dificuldade em perceber a sua presença.

“Há casos em que o paciente já perdeu 50% de sua função renal e permanece quase sem sintomas”, afirma a Dra. Maria Fernanda Camargo, coordenadora do Centro de Transplantes do Hospital Samaritano de São Paulo. É importante que os responsáveis pelo paciente fiquem atentos a alguns sintomas.

Uma leve anemia, inchaço dos olhos e pés, pressão alta e vontade de urinar fora do horário habitual podem ser sinais da doença. O diagnóstico – feito por meio de exames de sangue, de urina e de imagem -, ainda no estágio inicial da doença, pode ser fundamental para evitar a necessidade de diálise e até mesmo de um transplante de rim.

Quais são as causas da insuficiência renal nos jovens? A maioria das doenças relacionadas ao sistema urinário em crianças e jovens tem origem congênita, que podem ser adquiridas antes do nascimento – durante a gestação – ou serem herdadas. “Por exemplo, é possível diagnosticar uma malformação do feto pela diminuição do líquido amniótico”, explica a Dra. Maria Fernanda. Este diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no desenvolvimento do paciente, evitando inclusive outras doenças no futuro.

Como tratar a insuficiência renal infantil? O tratamento da insuficiência renal exige acompanhamento contínuo com a realização de exame físico, medida da pressão arterial, exames de sangue para avaliar a função renal, anemia, urina e orientação alimentar. Com estes controles, é possível controlar a pressão arterial, corrigir as alterações eletrolíticas – como, por exemplo, o aumento do potássio – e corrigir a anemia, que é frequente nessas crianças. Se os rins passam a funcionar com menos de 15% da capacidade, é necessário o uso de métodos de substituição das funções do rim como diálise peritoneal ou hemodiálise e até mesmo o transplante.

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