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A LG anunciou recentemente no Brasil suas novas Smart TVs para as linhas OLED e NanoCell, buscando deixar seu portfólio atualizado em nosso país para competir com os produtos lançados especialmente por Samsung, Sony e TCL.

Depois de analisarmos a OLED 55CX, chegou a hora de ver se a NanoCell 55Nano86 é uma boa opção para quem quer boa qualidade de imagem, mas ainda não tem confiança em adquirir um modelo OLED, sendo também um modelo um pouco mais barato que pode agradar a quem quer economizar sem abrir mão de um produto premium.

Vale lembrar que, enquanto a OLED 55CX foi anunciada por R$ 8.400, a Nano86 teve seu preço sugerido fixado em R$ 5 mil, sendo concorrente direta para modelos como a QLED Q70T da Samsung e a C715 da TCL. Será que ela se sai bem na categoria ou é melhor partir para outro modelo? Hora de descobrir.

A LG mostra que entende que a TV vem se tornando cada vez mais uma peça de decoração, encurtando bordas para entregar um visual frontal quase que totalmente ocupado pela tela.

A 55Nano86 tem acabamento todo em plástico na cor preta, exceto por uma fina faixa presente em suas laterais e parte superior que simula aço escovado, buscando passar um ar mais premium. A borda inferior é ligeiramente mais larga que as outras três, contando com a inscrição “LG NanoCell” em seu canto direito.

Centralizado temos o LED vermelho que indica standby, e abaixo dele ficam um botão para ligar a TV e as saídas de som. 

Por ter bordas finas, a 55Nano86 não é tão grande (123,2 x 71,6 x 6,36 cm) mesmo contando com tela de 55 polegadas, mas seu peso de 17 kg sem a base pode atrapalhar na hora da montagem, sendo recomendado que o trabalho seja feito por mais de uma pessoa. A base sozinha pesa 1kg e meio e fica centralizada, contando com uma “caixa” na parte traseira para passar os cabos de forma mais discreta.

Aqui já temos alguns pontos a serem destacados. 

A base que vem com a 55Nano86 tem um visual muito elegante que simula aço escovado e mantém a TV firme durante o uso, sendo parafusada em duas partes para garantir uma segurança maior. Ainda assim, é possível balançar o aparelho de forma temerosa com o mínimo de esforço, e a base ocupa um grande espaço de seu móvel, tendo quase a largura total da TV. 

A posição em que a base é fixada na parte traseira da TV deixa a tela ligeiramente inclinada para a frente, o que pode ser algo positivo ou não dependendo da distância e altura em que seu rack fica em relação ao sofá. Em nosso ambiente de testes o resultado foi positivo. 

Fizemos algumas tentativas de tombar a TV para frente e para os lados, e no geral ela conseguiu se sair bem, mas o mais indicado é fixá-la na parede o quanto antes, especialmente se você tiver PETs ou crianças pequenas. 

Conectividade recheada de opções

Um dos destaques da nova linha NanoCell da LG está na conectividade, em especial para o público gamer, com suporte a AMD FreeSync e um sistema de HDR otimizado para jogos.

As conexões HDMI 2.1 permitem ainda usar atualização de frequência variável, modo automático de baixa latência e eARC, garantindo conteúdo fluido, com resolução aprimorada e gráficos suaves e bem sincronizados. E sim, dá pra ver que faz diferença. 

A 55Nano86 conta com quatro entradas HDMI, sendo duas 2.0 e duas 2.1 compatíveis com transmissão em 4K a 120 fps. Ela tem ainda 3 portas USB 2.0, uma RF (para a antena), uma saída digital óptica e uma RJ45 para conexão cabeada com a internet, além de uma AV In que pode ser usada com o adaptador que vem na caixa.

Nas conexões wireless temos Wi-Fi Dual-Band e Bluetooth 5.0, sendo a 55Nano86 compatível com Apple AirPlay, Miracast e Bluetooth Surround para garantir que você consiga espelhar conteúdo de áudio e vídeo a partir de praticamente qualquer lugar. 

No geral a experiência de uso foi muito boa, tanto com conexões físicas quanto wireless, não sendo encontrada nenhuma instabilidade na internet ao jogar online ou assistir serviços de streaming pelo Wi-Fi. É interessante destacar que ao espelhar a tela de seu celular ele aparece como um pop-up na TV, podendo ser redimensionado, movido ou alternado para tela cheia.

O único adendo que fica aqui é que as conexões HDMI laterais, ou seja, as de mais fácil acesso, são justamente as mais lentas, então é bom conectar todos os cabos antes de pendurar a TV na parede.  

Agora em sua versão 5.0, o WebOS está ainda mais inteligente e ganhou alguns polimentos na interface para ficar mais elegante, mas no geral quem já usou alguma versão anterior não deve ter dificuldades no uso.

O sistema flui bem e todos os apps testados abriram quase que instantaneamente, mostrando que o novo processador Alpha 7 de terceira geração realmente dá conta de lidar com a tela 4K a 120Hz.

Ao pressionar o botão Home no controle você tem acesso à barra onde ficam os apps instalados e atalhos para acesso rápido, incluindo painel de controle, apps recentes, busca e entrada recente. Ao deixar o cursor sobre um app você vê sugestões baseadas em seu uso, como as séries mais recentes da Netflix ou apps recomendados na loja.

Apertar o botão de configurações abre uma barra na lateral esquerda com as configurações rápidas, permitindo ajustar imagem, som, rede, entre outros, e por ali você pode também acessar o restante dos ajustes.

São muitas opções, mas a organização dos menus deixa tudo bem intuitivo, sendo fácil encontrar o que está procurando quase sempre. 

Dentre as principais funções do WebOS 5.0 presente na 55Nano86, podemos destacar a compatibilidade com vários assistentes de automação, incluindo Alexa, Google Assistente, Apple HomeKit e o ThinQ AI da própria LG. Os comandos por voz podem ser feitos direto no controle remoto Smart Magic ou por outro dispositivo compatível.

Na parte de inteligência artificial, alguns extras desenvolvidos pela LG são realmente úteis, como AI Picture, AI Sound e AI Brightness, que permitem que a própria TV escolha as melhores configurações de imagem, som e brilho de acordo com o ambiente e conteúdo exibido.

É possível até mesmo criar um perfil de som personalizado para a acústica da sua sala usando o controle Smart Magic e a função AI Acoustic Tuning, que mapeia as particularidades do ambiente para gerar a melhor customização.

Temos ainda uma área “Galeria de Arte”, que inclui várias imagens bonitas para deixar sua TV como uma peça de decoração enquanto estiver sem uso, e o “Alerta de Esportes” onde você configura seus times nas mais variadas modalidades para ter informações em tempo real, incluindo avisos de início dos jogos.

Todos os apps populares e muitos outros não tão populares estão aqui, incluindo Netflix, YouTube, Amazon Prime Video, GloboPlay, Telecine, Fox, Twitch, HBO Go e muito mais. As ausências notáveis são do Facebook Watch e do app da ESPN, principalmente. 

Controle Smart Magic e app LG ThinQ

O controle Smart Magic não é exatamente uma novidade, mas vem sendo um dos destaques dos últimos lançamentos da LG. Com ele você consegue navegar pela interface como se estivesse usando um mouse, o que é muito útil ao navegar pelas listas intermináveis de opções para assistir em serviços de streaming. Também é possível usar as teclas direcionais, caso desejado.

Além dos botões tradicionais com números, controle de volume e canais, etc., temos um para comandos de voz, que exibe conteúdo recomendado ao ser tocado e aciona o assistente próprio da LG (ou o Google Assistente) ao ser pressionado. Também é possível usar a Alexa mantendo o botão do Amazon Prime Video apertado, e temos tecla de atalho para Netflix.

Se o Smart Magic não for suficiente para você, é possível baixar na Play Store ou App Store o LG ThinQ, app que permite controlar sua TV (e outros produtos da linha ThinQ) pelo celular usando o Wi-Fi. É ótimo para quando você esquecer a TV da sala ligada e quiser desligá-la sem ter que levantar da cama, por exemplo. 

NanoCell é isso tudo mesmo?

Como dito no início do review, a linha NanoCell da LG é concorrente das QLED, trazendo um conceito de “nanopartículas” de 1 nanômetro no lugar dos “pontos quânticos” adotados por Samsung, TCL e outras.

Segundo a empresa, as nanopartículas são responsáveis por filtrar as cores para garantir uma qualidade melhor de imagens, gerando tons mais vivos e melhorando o contraste em níveis acima do encontrado em telas LCD tradicionais, com exibição de mais de 1 bilhão de cores. 

Mas isso acontece mesmo ou é só papo de marketing para cobrar mais caro?

Por incrível que pareça, acontece. A 55Nano86 realmente entrega cores bem melhores do que temos, por exemplo, na linha UN73 da própria LG, além de superar sem problemas outros modelos tradicionais como os da linha TU8000 da Samsung.

O brilho não chega a ser tão forte quanto temos nas novas QLED da Samsung, e o contraste não é tão profundo quanto nas TVs OLED, mas ela não deixa a desejar em nenhum destes pontos, se mostrando uma alternativa interessante para quem quer ótimas cores e bom nível de contraste sem se arriscar em um painel OLED nem abrir mão do WebOS.

O ângulo de visão também é bacana, e é possível perceber bem onde a tecnologia Local Dimming atua para deixar os pretos mais profundos e isolar o vazamento de luz. Também é interessante ver que finalmente as empresas estão adotando 120Hz nativo em TVs 4K, garantindo que estão prontas para a nova geração de consoles.

Dentre os protocolos e bibliotecas aceitos pela 55Nano86, temos Dolby Vision IQ para otimização de imagens de acordo com as cenas, modo HGiG para HDR em jogos, HDR10 Pro e HLG Pro e até um modo FILMMAKER, onde o processador desliga o filtro de suavização de movimento para entregar tudo exatamente como foi planejado pelos cineastas.

Som acompanha as imagens?

O volume é razoável, com 20W distribuídos em dois canais, mas o som poderia ser mais encorpado como temos na linha OLED com seus 2.2 canais e 40W, mostrando que este foi um dos pontos onde a LG decidiu deixar claro que a linha Nano86 está em um patamar abaixo. 

O ponto positivo é que temos suporte a Dolby Atmos para dar um ganho extra via software, o que realmente ajuda na imersão ao executar conteúdo compatível. Estão disponíveis ainda customizações por Inteligência Artificial, que ajustam as frequências de acordo com o tipo de conteúdo exibido, como dar ênfase na arquibancada ao assistir um jogo de futebol e até simular 4 canais em surround virtual.

Se nem assim o sistema de som nativo te atender, é possível sincronizar facilmente duas caixas de som para que trabalhem em conjunto com os alto-falantes internos da TV, gerando assim um sistema de 4 canais para maior imersão.

Por ser feito via conexão Bluetooth, é bom ter caixas com a versão mais recente ou será possível perceber um pequeno atraso entre o som da TV e o que sai da caixa, sendo recomendado pela LG o uso de suas novas PL7 e PL5, já analisadas aqui no TudoCelular.com.

Conclusão

Quando começamos o review perguntamos: será que a nova Nano86 da LG é uma boa opção? E a resposta é sim.

A TV apresenta ótimas imagens, sistema fluido e completo, diferenciais interessantes de inteligência artificial que realmente funcionam e um sistema de som que poderia ser melhor, mas que já dá conta do recado para ambientes menores e pode ser “expandido” facilmente via Bluetooth. 

É bom lembrar, porém, que será quase obrigatório colocar a TV em um suporte na parede caso queira alguma segurança, e que as conexões laterais apesar de mais práticas não são tão boas quanto as traseiras. 

Com seu preço já caindo para a faixa dos 3.600 reais a 55Nano86 está até mais barata que a Q70T da Samsung, sua principal rival. Ambas contam com muitos pontos em comum, mas a LG se destaca pelo sistema mais maduro, controle mais intuitivo e otimizações por inteligência artificial, além de trazer uma porta USB a mais. 

A TCL C715 está mais ou menos na mesma faixa mas perde em um ponto muito importante, trazendo tela de apenas 60Hz. Ela tem como diferencial o Android TV como sistema operacional, o que pode ser determinante para alguns.

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