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Lee Man-hee, profeta autoproclamado que fundou e lidera a Igreja de Jesus de Shincheonji, na Coreia do Sul, está sendo acusado pelo governo municipal de Seul de homicídio culposo. A Coreia do Sul disse que a igreja pode ser responsabilizada por se recusar a cooperar com os esforços para deter o coronavírus. A igreja sigilosa enfrenta uma vigilância inédita das autoridades e do público, e todos seus 310 mil seguidores e voluntários estão sendo examinados.

Na segunda-feira (02), Lee pediu desculpas depois que um de seus membros foi diagnosticado com o vírus e infectou vários outros. Ele classificou a epidemia como uma “grande calamidade“. A Coreia do Sul relatou 599 casos novos na segunda-feira (02) , o que elevou o número nacional a 4.335, e já houve 26 mortes.

Um membro da igreja, conhecido como Paciente 31, foi o primeiro de uma série de infecções a atingirem o país nas últimas semanas. O suposto papel da igreja no surto causou uma revolta pública considerável. Lee disse que tentou conter a propagação da doença na congregação.

Fizemos nosso melhor, mas não conseguimos impedir a disseminação do vírus“, disse Lee em uma coletiva de imprensa diante de uma instalação da igreja em Gapyeong, ao nordeste de Seul. “Estou muito grato, mas ao mesmo tempo pedindo perdão. Jamais pensei que isso aconteceria, nem em sonho“, disse ele a repórteres, curvando-se duas vezes, um gesto tradicional de humildade e lamento.

Vários manifestantes lançaram insultos contra o líder recluso.

Reação religiosa

Fieis católicos rezam com mascara em igreja em M

No domingo, pela primeira vez em seus 236 anos de história, a Igreja Católica da Coreia do Sul decidiu interromper as missas em mais de 1.700 locais em todo o país. Os templos budistas também cancelaram os eventos, enquanto as principais igrejas cristãs realizavam cerimônias online.

Na capital Seul, cerca de uma dúzia de fiéis foi impedida de entrar na Igreja do Evangelho Completo de Yoido, que colocou um sermão para seus 560 mil seguidores no YouTube, filmado com um pequeno coral em vez de todos os 200 membros e 60 músicos.

As autoridades alertaram para um “momento crítico” na batalha contra o vírus, instando as pessoas a não comparecerem a cultos religiosos e eventos políticos e a ficarem em casa.

Cristãos se unem em oração contra o coronavírus

Cristãos se unem em oração contra o coronavírus – (Foto: Divulgação)
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