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A pandemia da covid-19 agravou um problema que já acontecia mas não era evidenciado de uma forma tão constante, a violência contra a mulher. Apesar do aumento do número de casos, os dados mostram redução no número de denúncias, seja por receio da mulher em denunciar, diante da proximidade do agressor, ou por medo de descumprir as medidas de isolamento social.

Dados demonstram que a redução da denúncia preocuparam autoridades de diversos países, e medidas foram tomadas para facilitar a realização de denúncias e proteger as mulheres de episódios de violências. No Brasil, o aplicativo “Direitos Humanos Brasil” foi lançado para que as denúncias de violência de qualquer natureza sejam realizadas de forma online, além do Disque 100 e Disque 180, que continuam a funcionar normalmente no período de pandemia.

No Distrito Federal, uma mulher, vítima dessa violência, surpreendeu funcionários de uma agência bancária ao pedir socorro utilizando o extrato de sua conta. “Você pode me ajudar? Ele está aí fora”, esta foi a frase que a mulher escreveu no extrato.

Em seguida a mensagem foi entregue ao funcionário de banco que a atendeu. O funcionário que recebeu o bilhete conversou com a reportagem e relatou a situação. “Ela (vítima) estava nervosa, com medo e assustada”, contou o bancário, que preferiu não se identificar.

Após receber o bilhete com pedido de socorro, o servidor procurou as colegas do banco para relatar a situação e pedir ajuda. Uma delas, que também preferiu não se identificar, foi quem acionou a polícia, na manhã do dia seguinte.

Após a denúncia policiais militares do grupo de Prevenção Orientada à Violência Doméstica e Familiar (Provid) chegaram ao endereço da vítima e foram informados sobre uma suposta situação de cárcere privado. A equipe, no entanto, não encontrou nem a mulher e nem o suspeito na residência, em um primeiro momento. Na segunda tentativa, os militares conseguiram resgatar a jovem e os dois filhos dela, de 1 e 5 anos.

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), para apurar os crimes de cárcere privado, violência física e psicológica.

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