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Nesta segunda-feira (27), um intenso tiroteio na região da Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, causou pânico, vítimas e revolta. Há décadas que essa região, como outras do Estado do Rio, foram entregues aos desmandos da corrupção dos governantes cariocas. A falta de respeito com a sociedade por parte da classe política, impede que investimentos cheguem até as regiões mais carentes e vulneráveis da capital e do Estado Rio causando episódios repetitivos como esse que ocasionou perdas, tristeza e transtornos a população da Praça Seca.

O Rio de Janeiro vem enfrentando escândalos vergonhosos nos últimos anos, a decadência do poder público com a generalização da corrupção em várias instâncias, principalmente no executivo estadual, fez com que houvesse mais abandono nas políticas públicas nessas regiões. Não se investe massantemente em serviços básicos dentro das comunidades sejam elas cariocas ou fluminenses. O governo não demonstra vontade de se aproximar da sociedade, ao invés, só vemos as notícias relacionadas a escândalos que vai de desvios de verbas na saúde a improbabilidade administrativa.

Os poderes judiciário, executivo e legislativo conhecem de perto as demandas da sociedade carioca que vem gritando por socorro há tempos, a pergunta é: porque não usam o poder de suas canetas para que se cumpra a lei em seus diversos entendimentos? Infelizmente, a resposta seria dada facilmente pela sociedade, por não ter compreensão e nem acesso a dados transparentes por parte daqueles que fazem cumprir a lei.

O governo usa a violência para combater violência, não se vê investimento na área social dentro das comunidades. Hoje por falta de projetos do governo tanto municipal, estadual e federal com nossos jovens e adolescentes, que estão em estado de vulnerabilidade, que ficam a mercê de seus próprios destinos e com a chegada da pandemia essa realidade se agravou muito, não possuem alternativas cedidas pelo Estado ou município, como investimento em lazer, esporte, educação integral, formalização profissional, apoio aos empreendedores locais, apoio cultural aos artistas da localidade e a tão sonhada segurança pública nessas regiões.

vemos o crescimento da criminalidade de forma desenfreada, e o que o governo do estado vem fazendo para resolver definitivamente essa realidade? Essa realidade se não for abordada com total seriedade por parte dos governantes do poder executivo municipal, estadual e federal, irá se agravar em porcentagens ainda não calculáveis. A quarentena imposta por causa da pandemia do novo coronavírus, só fez piorar o quadro que já era descontrolado, nossos jovens e adolescentes das nossas comunidades não estão dentro de casa, ao contrário, estão nas ruas em aglomerações, sejam soltando pipas, atraídos pela a beleza dos balões, nas resenhas de fim de semana que não deixaram de acontecer por causa da quarentena. Quais são as reais propostas dos nossos políticos de plantão para os moradores das comunidades afetadas pela violência pós pandemia?

Não interessa qual foi a fonte da guerra na Praça Seca nesta segunda, e nem muito menos o que a polícia foi fazer depois que já havia acontecido perdas e danos colaterais a empresários, moradores, condutores de veículos e pedestres que estavam na região no momento do confronto, cadê o investimento em inteligência para impedir e combater precocemente situações como essa, que são repetitivas, que causam sempre constrangimento para quem depende de viver nessa região de conflito? Cadê a presença do Estado, do Município, do Ministério Público na localidade como agente provedor e parceira dos moradores?

Dois moradores da Região foram atingidos durante o tiroteio da noite desta segunda-feira. Um jovem baleado pelas costas, chegou a ser encaminhado ao Hospital Carlos Chagas, mas não resistiu, a dor fica somente para a família. Uma senhora que estava assistindo TV em sua sala ficou ferida, atingida por balas perdidas e foi levada a um hospital particular. Essa não foi a primeira vez que a região sofre com confrontos oriundos da criminalidade e pelo descaso do poder público inexistente na região e nem será a última, infelizmente! Enquanto políticos que ocupam cargos públicos sejam no legislativo ou no executivo municipal e estadual não mudarem seus gabinetes para dentro das comunidades, não haverá solução que dê certo.

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