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A Prefeitura do Rio foi eleita a campeã do Desafio das Cidades pelo Planeta no Brasil. O título internacional, concedido pela ONG ambientalista WWF, em parceria com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, tem como objetivo incentivar e reconhecer esforços de governos locais rumo a um futuro mais sustentável. Disputando o prêmio com duas outras cidades – Belo Horizonte e Fortaleza –, o Rio foi destaque na qualidade dos dados sobre mudanças climáticas reportados na plataforma pública pela qual as cidades são avaliadas.

Um fator determinante para essa premiação foi a ação de projetos de sustentabilidade de diversas pastas e uma gestão de dados eficiente. Iniciativas com foco em sustentabilidade têm o apoio da gestão de dados do Instituto Pereira Passos (IPP). Os projetos estão articulados à Governança Climática do município, coordenada pelo Escritório de Planejamento da Subsecretaria de Planejamento e Acompanhamento de Resultados, da Secretaria Municipal da Casa Civil.

O IPP é responsável por gerir o Sistema de Monitoramento das Mudanças Climáticas, que coleta e analisa dados necessários para o planejamento, implementação e monitoramento de ações de enfrentamento à mudança do clima no município. Esses dados são reportados para o Carbon Disclosure Project (CDP), organização que avalia as políticas relacionadas às mudanças climáticas implementadas por diversas cidades e empresas do mundo.

Compromisso com a sustentabilidade

O presidente do IPP, Paulo Cesar Amendola, comemorou a conquista. – O prêmio mostra o compromisso da cidade do Rio de Janeiro com o meio ambiente e com discussões relevantes em nível mundial. Os governos locais são de extrema importância para o exercício da política comprometida com a cidadania, posto que é na cidade que o cidadão vivencia sua existência –  afirmou.

Para o coordenador de Informações da Cidade do IPP, Felipe Mandarino, o trabalho de gestão, análise e transparência de dados foi fundamental para o reconhecimento internacional. – Premiações resultantes do reporte de dados climáticos, mostram a importância de um órgão como o IPP no âmbito municipal. Fica claro o valor da nossa política de transparência da informação e de reporte através de plataformas públicas, como nosso próprio DATA.RIO e o CDP – destacou.

A gerente de Estudos Ambientais e das Mudanças Climáticas do IPP, Patricia Turano, ressaltou o trabalho transversal desenvolvido pela Prefeitura no combate à crise climática. – Esse prêmio é um reflexo de um aprendizado que veio sendo construído ao longo de anos, do trabalho conjunto de funcionários de diversos órgãos e da confiança dos gestores no corpo técnico.

Para o subsecretário de Acompanhamento de Resultados da Casa Civil, Anderson Simões, a governança climática é uma transformação de paradigma. – O papel do Plano de Desenvolvimento Sustentável e do Plano de Ação Climática são de alta relevância para o planejamento central da cidade, já que permitem a estruturação dos projetos municipais de forma associada à estratégia de neutralização de carbono e à adaptação aos riscos climáticos; visando ampliar e distribuir pela população os benefícios sociais, ambientais e econômicos decorrentes da implementação dos planos – reforçou.

A governança climática do Rio conta ainda com o apoio técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente no enfrentamento dos efeitos das mudanças do clima. – Este reconhecimento qualifica o trabalho desenvolvido pelos órgãos públicos municipais no enfrentamento das mudanças climáticas. A cidade do Rio de Janeiro é pioneira na elaboração de estudos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, e nos últimos anos assumiu importantes compromissos ambientais. Quero parabenizar todos os servidores públicos envolvidos e afirmar que é uma honra receber um prêmio desta importância, apesar deste momento de pandemia que estamos vivendo – celebrou o secretário municipal de Meio Ambiente, Bernardo Egas.

Para o assessor especial da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, José Miguel Pacheco, que atua na área de mudanças climáticas, a conquista pode ser atribuída também às parcerias firmadas ao longo do processo com o Centro Clima da COPPE/UFRJ, Banco Mundial e ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade.

Plano de Ação Climática e Desenvolvimento Sustentável

A Governança Climática da Cidade tem ainda como eixo central o Plano de Ação Climática, que integra ao Plano de Desenvolvimento Sustentável as estratégias de mitigação de carbono e de adaptação do território municipal aos efeitos do aquecimento global.

O Plano de Ação Climática, a partir dos Inventários Municipais de Emissões de Gases Efeito Estufa (GEE) elaborados pelo IPP, e com base nos projetos desenvolvidos pelos diversos órgãos municipais, coordenados pelo Escritório de Planejamento, modela cenários futuros de emissões, e constrói estratégias de mitigação dessas emissões, visando que a cidade alcance a neutralidade de carbono em 2050. Esse esforço conta com o apoio técnico da Rede de Cidades C40.

Mais reconhecimento

Além dessa premiação, o Rio tem chances de conquistar mais um título do WWF: a cidade – junto com as demais finalistas do Desafio das cidades – está participando da campanha We Love Cities. Trata-se de uma votação popular para reconhecer entre as três finalistas de cada país participante aquela com melhores exemplos e ações rumo a uma economia de baixo carbono. O objetivo é inspirar e aumentar o conhecimento sobre o progresso sustentável atingido por algumas cidades no Brasil e no mundo.

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