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Segundo informações, mesmo após a morte de um técnico de enfermagem que trabalhava junto ao grupo de risco dentro do Hospital Lourenço Jorge, profissionais de enfermagem estão trabalhando com muito medo e sob pressão psicológica, o medo de se contaminar tomou conta de todos os profissionais técnicos de enfermagem do hospital.

No hospital, funcionários apontam falta de equipamentos de proteção

Hospital Municipal Lourenço Jorge na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio – (Foto: Divulgação)

Segundo denuncia de funcionários, há técnicos trabalhando cansados sem direito a pegar um ar, pois o risco de contaminação é alto, além das más condições de trabalho, o hospital é acusado de manter funcionários “Doentes trabalhando” normalmente contaminando uns aos outros e os PACIENTES.

Algumas mortes vem acontecendo no CTI deste hospital com “suspeitas de Covid-19” e nada está sendo feito. Os servidores NÃO tem EPI adequado para o manejo de pacientes contaminados com a doença. Os pacientes e os funcionários estão sendo negligenciados pela gestão do hospital. – Disse uma servidora que trabalha no hospital

Hospital tem 60 profissionais afastados, dizem funcionários

Já são 60 servidores afastados e um morto até agora e muitos outros podem estar contaminados, mas não tem acesso ao teste. Os mesmos não recebem qualquer orientação ou assistência da Direção do Hospital e da Direção de Enfermagem. Segundo uma servidora do corpo técnico de enfermagem da unidade, algumas denúncias já foram feitas e até agora nada mudou.

Morte é investigada por conselho de enfermagem

Com diabetes, hipertensão e obesidade, o técnico de enfermagem Jorge Alexandre de Oliveira Andrade, 45, estava no grupo de risco em meio à pandemia. Mesmo assim, seguiu com a sua rotina de trabalho no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, até a noite de 6 de abril, data esta do seu falecimento na unidade de saúde.

Coronavírus: equipe sofre com falta de proteção, equipamentos vencidos no Salgado Filho, hospital de referência da Zona Norte do Rio

Hospital Municipal Salgado Filho no Méier, Zona Norte do Rio – (Foto: Divulgação)

No Hospital Salgado Filho, a situação é bem parecida, profissionais trabalhando com suspeitas de estarem contaminados, falta de EPI, uso de máscaras vencidas e falta de testes para serem realizados nos profissionais. Não há leitos de isolamento, pacientes com o coronavírus estão sendo atendidos junto com outros pacientes em um ambiente onde o ar condicionado não possui filtro. Treze enfermeiros e vinte e cinco técnicos já foram afastados.

Máscara com data de fabricação de 2013 – (Foto: Divulgação)

Estamos com medo, trabalhando no limite. A máscara que usamos teria que ser trocada a cada 2 horas ou toda vez que houvesse contato com um paciente contaminado, mas não é o que acontece, usamos a mesma durante todo o plantão. Estamos largados pelo poder público.” (relato de  profissional do Salgado Filho que não quis se identificar)

Servidores da saúde usam sacos plásticos como proteção

Profissionais de saúde utilizam sacos plásticos como proteção – (Reprodução/TV Globo)

Os profissionais que buscam em outras unidades por conta própria fazer o teste do Covid 19 tem seus resultados POSITIVOS!!! Nenhum profissional foi procurado pelas gestões do Sindicato SATEMRJ e nem COREN RJ para investigar as irregularidades até o momento.

Em fotos divulgadas pela TV Globo, os profissionais aparecem utilizando sacos plásticos onde deveriam estar com capotes cirúrgicos, equipamento longo usado sobre o vestuário dos médicos e outros profissionais da saúde.

Estamos de olho!

Pedimos ao Ministério Público que seja apurado essas denúncias o quanto antes, para que a situação dos hospitais do município do Rio não venha se agravar mais, se tornando um caos urbano. Não adianta mascarar ou tentar esconder os fatos, os hospitais não estavam preparados para uma pandemia dessa magnitude.

Acreditamos que os governantes municipais não irão querer ver o caos instalado no município do Rio nas próximas semanas, pela negligência e incompetência dos senhores. Todos sabemos que a situação ainda não é das piores, porém se não corrigirem a tempo, poderá se tornar uma verdadeira catástrofe humanitária na rede de saúde municipal.

O atendimento no sistema de saúde pública do Rio em casos do dia a dia já se tornou um problemaço, agora neste momento de guerra contra um elemento invisível a situação se agrava muito mais, pois os profissionais de saúde não podem ser tratados dessa forma, pois estão no pelotão de frente. Pedimos que seja aberta uma investigação desta, sobre os fatos acima narrados e que se apure junto a gestão o quanto antes, para que não haja mais afastamentos e baixas de funcionários e pacientes por negligencia por parte do prefeito do Rio, da Secretaria Municipal de Saúde e dos Gestores de cada unidade.

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