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A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda. É causada pelo Vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae. A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais.

Cães e gatos devem ser vacinados FOTO: Divulgação

TIPOS DE RAIVA EM CACHORROS

Existem três tipos de raiva canina. A principal e a mais comum é a raiva furiosa, depois a raiva muda e a mais rara é a raiva intestinal. Todas elas são transmitidas através da mordida do cão ou por animais silvestres. Por isso, para prevenir é necessário manter a vacina em dia.

Cão com sintoma de raiva furiosa FOTO: Divulgação

SINTOMAS DA RAIVA EM HUMANOS

Após o período de incubação, surgem os sinais e sintomas clínicos inespecíficos (pródromos) da raiva, que duram em média de 2 a 10 dias. Nesse período, o paciente apresenta: mal-estar geral; pequeno aumento de temperatura; anorexia; cefaléia; náuseas; dor de garganta; entorpecimento; irritabilidade; inquietude; sensação de angústia. O perigo da doença em humanos é a velocidade com que ela se alastra pelas terminações nervosas e, atingindo o sistema nervoso central, a chance de que se resulte em morte do paciente é próxima de 100%. Os primeiros sinais, no local da mordedura ou lambedura do animal contaminado, causa inflamação, alteração de sensibilidade da pele, queimação e, com o passar do tempo, gera os sintomas no sistema nervoso, explica Ricardo Kosop, médico infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Positivo.

De 2015 até 2018, foram registrados 22 casos de raiva humana no Brasil, em maio deste ano, 2019, em Santa Catarina, uma mulher de 58 anos veio a óbito após ser mordida por um gato em fevereiro e começou a sentir os sintomas em março, segundo a DIVE – SC. Este foi o primeiro caso confirmado de morte por raiva humana desde 1981, de acordo com  a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC).

Morcegos foram diagnosticados com a doença FOTO: Divulgação

No Rio Grande do Norte, 18 casos de raiva foram confirmados em morcegos neste ano segundo informou a Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap), um bovino também foi diagnosticado com a doença. O número é preocupante, porque, quando a doença é transmitida do animal para o homem, causa morte em quase 100% dos casos. Neste ano o número de animais com diagnóstico de raiva já é três vezes maior que o primeiro trimestre de 2018, onde durante todo o ano foram registrados 35 morcegos com raiva.

“Os morcegos identificados com raiva no RN são sobretudo de áreas urbanas – fato que aumenta ainda mais a nossa preocupação em decorrência da densidade populacional nas cidades. Das espécies identificadas predomina o Molossus molossus, morcego que tem o hábito de se alimentar de insetos. Segundo a literatura, esses animais estão muito bem adaptados ao meio urbano”, explicou Alene Castro, veterinária da equipe do Programa de Controle da Raiva da Sesap.

PREVENÇÃO E CUIDADOS

Evitar lambeduras é uma das prevenções contra a doença em humanos FOTO: Divulgação

De acordo com dados do Ministério da Saúde, é necessário que se redobre os cuidados preventivos principalmente no trato de cães e gatos domiciliados, semi domiciliados e de rua, evite ao máximo acidentes com esses animais como mordedura, arranhadura ou lambedura. é importante que a pessoa agredida por animais como cães, gatos, morcegos, macacos e outros mamíferos, procure a Unidade de Saúde para receber atendimento e orientações.

Todo esse cuidado é necessário  devido ao desabastecimento do estoque de vacina e soro antirrábicos para humanos no país.

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