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A Universidade do Estado do Rio de Janeiro possui, hoje, 36.500 alunos, 2.670 professores e 5.176 técnicos. Mas a atuação da Uerj abrange um número muito maior de pessoas, que ultrapassa os muros dos campi. Uma atuação comprometida com a sociedade há 70 anos. Vai do tratamento hospitalar à assistência jurídica, do apoio psicológico aos cursos de idioma, das aulas de ginástica às oficinas de arte. São atividades que incluem a comunidade no ambiente universitário e levam para as ruas o trabalho de excelência aprendido nas salas e laboratórios.

A Uerj tem uma tradição e uma expertise nesse aspecto da formação acadêmica. São mais de 1.050 projetos, divididos nas quatro áreas do conhecimento (biomédico, ciências sociais, educação e humanidades e tecnologia e ciências). A extensão universitária é capaz de transformar dificuldades em soluções – afirma a pró-reitora de Extensão e Cultura, Cláudia Gonçalves de Lima.

Em 2020, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, a principal atividade de extensão foi voltada para as testagens, na Policlínica Piquet Carneiro, e o atendimento aos pacientes, no Hospital Universitário Pedro Ernesto. O hospital também foi a única unidade pública fluminense a criar uma enfermaria pós-Covid para reabilitação, oferecendo fisioterapia, terapia e atendimento psicológicos.

Entre os 1.050 projetos de extensão oferecidos está o Serviço de Psicologia Aplicada (SPA), um espaço que proporciona aprendizado e prática profissional dos alunos de Psicologia. O SPA oferece atividades em parcerias com outras instituições, como o Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), o Programa de Atendimento a Refugiado e Solicitantes de Refúgio (Cáritas-RJ), entidades de acolhimento e escolas.

A Uerj tem muitas oportunidades para a formação de seus alunos, consequentemente oferece muitas possibilidades também para a comunidade. Os atendimentos são realizados por alunos a partir do 5° período, como requisito obrigatório para a aquisição do grau de psicólogo – explica a coordenadora do SPA, Heloisa Ayres.

Outro programa de destaque é o Línguas para a Comunidade (Licom), que oferece oportunidades de aprendizagem ou aperfeiçoamento de um idioma para o público em geral, além dos estudantes, professores e funcionários da Uerj. Com a iniciativa, alunos de Letras podem colocar em prática o que aprendem durante o curso.

O Licom é uma experiência única. Lá eu tive a minha primeira atuação como professora e aprendi a lidar com um público bem diferente. São pessoas de várias idades, vidas sociais totalmente diferentes, são várias realidades dentro de uma sala – conta Ariel Matos, professora do Licom, que faz licenciatura Letras (Inglês/Literatura) e durante esse período de pandemia tem dado aulas online.

Os bons resultados do Licom são muitos. Alunos da universidade aperfeiçoam seus conhecimentos, estudantes estrangeiros aprendem português, idosos passam a conhecer outros idiomas para viajar ou manter uma nova atividade. Muitos dos que participam do programa não tiveram oportunidade de aprender outra língua na infância ou adolescência e agora estão aproveitando a chance.

Projetos Culturais da Uerj

A Uerj possui um dos maiores conjuntos de equipamentos culturais entre as universidades brasileiras, todos abertos ao público. Com capacidade para 1.106 pessoas, o Teatro Odylo Costa, filho abre seu palco para peças e shows. A Concha Acústica, onde há assentos para 2 mil espectadores, já foi palco de alguns dos eventos mais populares na história da universidade. A Galeria Cândido Portinari recebe importantes exposições e mostras de artes plásticas.

Além desses espaços, a Uerj conta ainda com o Centro Cultural, prédio que abriga a Coordenadoria de Arte e Oficinas de Criação (Coart), que oferece mais de 70 oficinas para até 1.500 pessoas por semestre. Lá, ocorrem tanto atividades gratuitas ministradas por professores da universidade como outras coordenadas por profissionais de diversos ramos artísticos: cinema, literatura, música, teatro, dança, artes plásticas, entre outros. Há também oficinas para microempreendedores individuais.

O trabalho com a comunidade externa é muito importante. A gente consegue levar as pessoas para dentro da universidade e apresentar o que é o lugar de verdade, a sua potência e sua diversidade – afirma Mônica Bolsoni, coordenadora da Coart.

Foi lá que a professora de dança e produtora cultural Edenize Barbosa, de 34 anos, moradora do Complexo da Maré, reencontrou uma paixão. Após sofrer um acidente de ônibus, que a obrigou a se locomover de cadeira de rodas, ela se recuperou e decidiu voltar a dançar na Coart.

Eu me sinto muito bem acolhida na Coart. Para mim foi maravilhoso poder voltar a dançar depois de tanto tempo. Fui recebida com muito amor e carinho pela direção e pela minha mestre Thereza de Oliveira. A Uerj transformou minha vida através da arte de dançar, não me vejo mais longe dela, é como uma segunda casa – destaca Edenize.

A troca de experiências com um público diversificado é um dos aspectos mais estimulantes na avaliação de quem participa dos projetos da Coart.

Eu nunca vi os participantes das oficinas da Coart como alunos. Vejo como pessoas interessantes e interessadas em um ponto comum e dispostas a criar, aprender e ensinar em grupo, experimentando e trocando experiências. O fato de esses encontros envolverem não apenas pessoas da Uerj é o que os torna tão ricos – acredita o orientador das oficinas de Artes Visuais Rafael Silveira.

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