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Os passageiros dos trens urbanos do Rio de Janeiro, teve que aumentar a Via Crucis de cada dia, nesta quinta-feira os trens da SuperVia (concessónária que administra os ramais dos trens urbanos no estado do Rio de Janeiro), passou a ter intervalos maiores entre uma composição e outra. No novo sistema adotado pela concessionária, os intervalos dos trens de todos os ramais acabaram ficando mais longos.

No Ramal de Berlfod Roxo, passageiros precisam aguardar cerca de 30 minutos na maioria das vezes em pé nas plataformas aguardando a chegada de uma composição em direção a Central do Brasil, esse tempo médio é considerado o horário de pico. Fora do horário de pico, o tempo de espera se torna bem maior.

Como se não bastasse vários problemas que norteiam a SuperVia que vão de operações policiais em favelas que ficam as margens da linha férrea onde geralmente por causa dessas operações e guerras entre traficantes de facções rivais, acaba interrompendo a circulação das composições, trens avariados, queda de energia, enchentes nos trilhos, vandalismo, entre outros inúmeros problemas, agora mais essa medida que segundo a SuperVia, foi tomada porque houve diminuição no número de passageiros nas composições causada pela pandemia. A empresa decidiu ainda diminuir a frota, desativando pelo menos 30 trens.

Isso só pode ser brincadeira com o trabalhador, cadê os órgãos fiscalizadores? Pelo contrário, o sistema de transporte que mais logrou exito durante a pandemia foi os trens urbanos do Rio que não deixaram de circular, apesar das restrições impostas pelo governo, continuavam com seus vagões cheios. Os diretores da SuperVia por sua vez deveriam entrar nas composições que partem da estação de Japeri para Central do Brasil em horário de pico, quem sabe embarcar na estação de Saracuruna em direção a estação de São Cristóvão, para compreenderem como é difícil ser um usuário da SuperVia e que, o número de passageiros não caiu, pelo contrário cresceu.

Nas redes sociais, passageiros irritados com a demora nos intervalos, demonstraram grande insatisfação. “Isso que a SuperVia_trens está fazendo a partir de hoje é um absurdo, intervalos médios no ramal SantaCruz de 25 MINUTOS? Nem no dia de sábado é assim”, disse um deles. 

No ano de 2019 a empresa Mitsui assumiu a SuperVia por R$ 800 milhões, após ter concluido a transação, a Odebrecht Transport que até então operava a SuperVia reduziu sua participação indireta de 72,8% para 11,33% dos papéis da concessão ferroviária. E a Mitsui, por meio de sua controlada Gumi, ficou com os 88,67% restantes. A expectativa na época com o novo dono é que a SuperVia conseguiria aumentar os investimentos, melhorar a qualidade de seus serviços e equacionar suas dívidas.

Entre as queixas mais frequentes dos usuários estão vagões lotados, viagens mais longas e agora os longos intervalos entre uma composição e outra.

A SuperVia acumulou em 2019 na época da transação com a Mitsui uma dívidas de cerca de R$ 1,5 bilhão, É de se desconfiar, será que todos os trens que foram recolhido estão pagos, quitados juntos aos fabricantes? Lembrando que todas essas composições foram adquiridas durante o turbulento governo de Sergio Cabral e Pezão.

Apenas uma suposição, mais quem não garante que os mesmos que foram retirados de circulação, não estão sendo devolvidos ou vendidos para custear as dívidas absurdas da SuperVia.

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